Mais de 5.600 novos autores de 39 países disputam prémio "Contos da Quarentena”

Mais de 5600 autores

Vivemos desde março, em Portugal, um tempo inédito decorrente da pandemia que assola o mundo inteiro. Porque nos preocupamos com a comunidade, em abril lançamos o Prémio Contos da Quarentena dirigido a todos os que escrevem ou descobriram que gostam de escrever durante este período de isolamento, e com o objetivo de descobrir seis novos escritores na área do conto.  

O concurso encerrou a 01 de junho com números recorde de participantes: foram 5.655 concorrentes, oriundos de 39 países diferentes: Alemanha, Angola, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Bruxelas, Cabo Verde, Canadá, China, Costa do Marfim, Dubai, Equador, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, Etiópia, França, Grécia, Holanda, Índia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Moçambique, Noruega, Nova Zelândia, Perú, Portugal , Reino Unido, Sérvia, Suíça, Turquia e Uruguai.

Números absolutamente surpreendentes, que ultrapassaram as nossas melhores expectativas, e que, segundo os dados que detemos no momento, colocam este prémio como o mais participado prémio literário lançado em Portugal, e como um dos mais participados no mundo. 

Os contos serão agora avaliados pela Comissão Técnica do Concurso e posteriormente pelo Júri do Prémio, composto pela Administração da Livraria. Lello, pelo escritor Valter Hugo Mãe, pelo jornalista João Fernando Ramos e pelo Diretor Criativo da Livraria Lello, Hugo Cardoso.  Os seis vencedores serão anunciados em setembro, em data ainda a definir. Receberão, cada um, 1.000€ e um contrato de edição com a Livraria Lello.  


 O Padre António Vieira dizia-nos, na sua iluminada verve, que “somos o que fazemos, (...) nos dias em que não fazemos, apenas duramos”. Com este prémio, a Livraria Lello pretende que este tempo não dure apenas na nossa pele, mas dure depois, já não em nós, mas na literatura contada, libertandonos a todos para que possamos voltar a ser em sociedade tudo aquilo que esta pandemia nos provou que seguimos sendo.