Gustave Flaubert, Madame Bovary
Revue de Paris - 1856


Sinopse
Considerado «o romance dos romances», Flaubert conta-nos a história de Emma Bovary – primeira anti-heroína do realismo –, que encontra no adultério a fuga à dormência da rotina. Ode ao fascínio do enamoramento, mas também à espiral de desespero fruto de uma eterna insatisfação, esta é uma obra-prima que expõe a crueza, a violência e o erotismo, como num romance moderno.


Biografia
Autor de muitas outras obras geniais que a literatura francesa legou, no século XIX, à Europa, como por exemplo A Educação Sentimental e Salambô, Gustave Flaubert (1821–1880) ficou mais conhecido com o seu romance Madame Bovary, cuja primeira edição, em 1856, foi marcada pelo escândalo, tendo levado o autor a tribunal, acusado de atentado à moral e à religião. Foi absolvido ao confessar: «Emma Bovary sou eu!»


FunFacts
A HISTÓRIA DE MADAME BOVARY CHOCOU A FRANÇA, DEVIDO ÀS SUAS DESCRIÇÕES DE ADULTÉRIO
Em Madame Bovary Gustave Flaubert conta a história de Emma, uma camponesa que casa com o médico Charles Bovary para escapar da vida rural. Contudo, o marido e os seus modos provinciais depressa a desiludem, levando-a a procurar a paixão e o luxo em relacionamentos extraconjugais.

“MADAME BOVARY C’EST MOI”
As descrições da conduta adúltera de Emma Bovary foram de motivo de escândalo na época, conduzindo a que Flaubert e os editores da Revue de Paris fossem levados a julgamento a 7 de fevereiro de 1857, por insulto à conduta moral e decência. Seria durante o julgamento que Flaubert proferiria uma das suas mais emblemáticas frases: “Madame Bovary c’est moi.”

AS CARTAS DE AMOR DE FLAUBERT REVELAM O SEU PROCESSO CRIATIVO NA ESCRITA DE MADAME BOVARY
Ainda antes da publicação de Madame Bovary, Flaubert terminou um longo relacionamento com a poeta Louise Colet (1810–1876), também ela casada, que conheceu no atelier do escultor James Pradier (1790–1852).
Muitas das cartas trocadas entre os dois amantes revelam pistas acerca do processo criativo de Madame Bovary. Na última carta de Flaubert para Louise Colet, escrita em 1855, pode ler-se “Disseram-me que veio três vezes a minha casa para me ver. Não estava e, para si, nunca mais estarei”.

O ENREDO DE MADAME BOVARY TEM COMO INSPIRAÇÃO UMA HISTÓRIA REAL
O enredo de madame Bovary foi parcialmente inspirado por uma notícia sensacionalista sobre uma francesa chamada Delphine Delamare (1822–1848). Aos 17 anos, Delamare deixou a sua casa no campo para se casar com um agente de saúde que, como Charles Bovary, também era viúvo. Delamare traiu o seu cônjuge, gastou o seu dinheiro em frivolidades e, devido às dívidas que contraiu, acabou por se envenenar e morrer aos 27 anos.

MADAME BOVARY CONTINUA A SER UMA REFERÊNCIA NA CULTURA ATUAL 
Madame Bovary surge como um dos livros lidos por Rory Gilmore, da série Gilmore Girls, e Carmela Soprano, em Os Sopranos.

BOVARISMO
O termo “bovarismo” foi cunhado a partir da obra de Gustave Flaubert. Designa a tendência para alterar o sentido da realidade e refugiar-se num mundo fantasiado.

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