Arquitetura


O edifício da Livraria Lello foi construído em 1906, pelo engenheiro Xavier Esteves. Tinha um gosto particular pela literatura, e essa afinidade com as letras ficou para sempre marcada pela construção desta que é uma das livrarias mais emblemáticas do mundo.
É célebre a colorida fachada neogótica, com os conhecidos painéis simbolistas que representam as figuras da Arte e da Ciência, da autoria de José Bielman.
Combinando o estilo Ecléctico e o estilo Art Noveau, encontram-se, no interior do edifício, um conjunto de baixos-relevos onde estão representados os fundadores da livraria, José Lello e António Lello.
Ao longo da sala também podem ser encontrados os bustos de alguns dos mais importantes escritores portugueses, como Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco ou Teófilo Braga.

Também no interior da livraria encontra-se um dos ícones deste espaço, a escadaria vermelha.

“Quem vae percorrendo a sala, vê então a escada que é uma peça de surpreendente atracção, pela aparencia de leveza que encobre a audacia da sua concepção. Sente-se o desejo de subi-la e sente-se o receio de que o nosso peso a faça abater.”, pode ler-se no Catálogo de 1930 da livraria.

Do interior da Livraria Lello, é impossível não apreciar o imponente teto. Este teto ilude quem o aprecia, pois o que parece madeira talhada é, na realidade, gesso pintado, técnica que foi também utilizada nos ornamentos da escada.
No piso superior, destacam-se os apontamentos Art Déco nas paredes e nas colunas que se erguem desde o piso inferior.
No emblemático vitral, uma estrutura em vidro com 8 metros de comprimento e 3,5 metros de largura, pode-se ler “Decus in Labore”, que significa “Dignidade no Trabalho” e lembra a regra de ouro da casa.


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